terça-feira, fevereiro 17, 2015

SORRISO - POESIA DE ELISANDRO FÉLIX DE LIMA

A poesia que segue abaixo foi escrita em 2006, tempo em que eu estava cursando o 2º período de Letras (UNESC). Ela estava entre as folhas de um dos meus antigos cadernos.
Hoje, pensando e refletindo melhor, sei que a metáfora não está muito boa, mas o estranhamento continua, isso é o que importa. Poesia boa tem que ter estranhamento. Eu acho que esta, pelo menos isso, tem. Ou será que eu estou errado?

SORRISO

Esperar o dia passar
Para ver o seu lindo sorriso escrito em minha tela
É como esperar por água limpa que rola
Sobre pedras em riachos nos dias de chuva
Esse seu sorriso encantado
Que expressa seu cheiro e a suavidade em falar
Mesmo longe de ti eu consigo escutar,
Sorriso volátil, esse seu,
Que espalha sobre meu quarto e me segue para todo lugar
Sorriso seu que não se aquieta
E desperta o desejo de brevemente
Ver esse seu jeito meigo de simplesmente sorrir.

Por Elisandro Félix de Lima

Outras poesias aqui!


sábado, fevereiro 14, 2015

PRIMEIROS PASSOS PARA A PRODUÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA - CURSO DE PEDAGOGIA.

Olá pessoal do 7º período de Pedagogia (UNESC)!

Segue o link para a realização de nossa primeira atividade da disciplina de Elaboração de Projetos - Trabalho de Conclusão de Curso.

CLIQUE AQUI e responda às questões solicitadas.

Para refletir:

Escolas e gaiolas

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-lo para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a existência dos pássaros é o voo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

Rubem Alves

PALAVRAS CRUZADAS - LÍNGUA PORTUGUESA - MORFOLOGIA

Essa é para quem gosta de brincar e aprender ao mesmo tempo. Trata-se de uma atividade sobre o conteúdo "Estrutura das palavras". Tenho certeza que você irá adorar!

CLIQUE AQUI para imprimir o jogo das palavras cruzadas.

Elaboração: prof. Elisandro Félix de Lima
www.supertarefas.blogspot.com
www.superletrados.blogspot.com

ATIVIDADES PRÁTICAS - CURSO DE PEDAGOGIA - 1º PERÍODO 2015

Olá pessoal do curso de Pedagogia!

Segue o link para resolução das atividades práticas.

Clique aqui para imprimir a atividade
Clique aqui para responder a atividade online.

Organização: Professor Elisandro Félix de Lima

Acesse também esse jogo online sobre as Funções da Linguagem.


domingo, fevereiro 08, 2015

Canção do exílio em Cacoal


Faço aqui uma intertextualidade com o poema de Gonçalves Dias, para fazer uma crítica à administração de minha cidade.

Minha cidade tem buracos
Bem mais que outro lugar
O povo paga por um asfalto
Mas pra no cascalho pisar
É um descaso com a gente
Que nasceu nesse lugar

Minha cidade tem prefeito
Que adora viajar
Esquece-se de seu povo
E vai pra Itália passear
Não conhece nossa cidade
Mas conhece o Canadá

É triste minha gente
Mas não adianta reclamar
Ele demite gente honesta
Pra corruptos contratar
A saúde é precária
Desse jeito já não dá

Minha cidade tem gente boa
Que adora trabalhar
Economiza o ano inteiro
Pra altos impostos pagar
Mas quando precisa de hospital
Tem que correr pro particular

Minha cidade tem escolas
Que precisam reformar
Às vezes falta transporte
Para os alunos carregar
É nossa realidade
Mas é preciso desabafar

Não permita Deus que o povo
Continue a bancar
As viagens do prefeito
Pra nada adiantar
Só mesmo ir ver suas coisas
E nosso dinheiro gastar.

Por Prof. Elisandro Félix de Lima. Canção do exílio em Cacoal. 2015.

quinta-feira, janeiro 29, 2015

OS DESENHOS MAIS LINDOS DOS MEUS ALUNOS

Olá pessoal! 
Inauguro aqui, o espaço para guardar os desenhos mais lindos dos meus alunos. 


Título: Apaixonados (2014) / Autoria: Gabriela Monteiro de Aquino
9º ano A / Escola Maria Aurora do Nascimento / Cacoal - RO

Título: Olhos da noite (2014) / Autoria: Larissa Natiele de Oliveira
9º ano A / Escola Maria Aurora do Nascimento / Cacoal - RO


Título: Deserto (2015) / Autoria: Wigor Henrique Neves
9º ano B / Escola Maria Aurora do Nascimento / Cacoal - RO


Título: Casa de campo (2015) / Autoria: Estefani Barbosa da Silva
9º ano A / Escola Maria Aurora do Nascimento / Cacoal - RO


Título: Adorável moça (2015) / Autoria: Wigor Henrique Neves
9º ano B / Escola Maria Aurora do Nascimento / Cacoal - RO


Título: Fazenda (2015) / Autoria: Estefani Barbosa da Silva
9º ano A / Escola Maria Aurora do Nascimento / Cacoal - RO


Título: Paisageando (2015) / Autoria: Larisse Moraes Leandro
9º ano A / Escola Maria Aurora do Nascimento / Cacoal - RO


Título: Caminho (2015) / Autoria: Beatriz de Lourdes dos S. Turati
9º ano A / Escola Maria Aurora do Nascimento / Cacoal - RO


Título: Subindo a serra (2015) / Autoria: Carlos Eduardo A.Teodoro
9º ano A / Escola Maria Aurora do Nascimento / Cacoal - RO


Título: Verão (2015) / Autoria: Carolayne Krause Campos
9º ano A / Escola Maria Aurora do Nascimento / Cacoal - RO


Título: As irmãs (2015) / Autoria: Wigor Henrique Neves
9º ano B / Escola Maria Aurora do Nascimento / Cacoal - RO






quarta-feira, julho 02, 2014

Texto para debate - Pequeno Mundo


PEQUENO MUNDO

“Uma geração sem livros, nem leituras” é assim que o professor Geraldo Rodrigues, com sua experiência de antigo educador, definiu a juventude brasileira atual. O isolamento da mocidade estudiosa, que raramente lê, desde o livro ao jornal, tem sido destacado por outros educadores, em tom de advertência. Todos veem a necessidade de criar-se na escola o hábito da leitura, como forma de acentuar o interesse comunitário e desenvolver o espírito crítico.
Pesquisas já demonstraram que o universo vocabular do nosso estudante, mesmo em nível universitário, é pobre. Reduz-se a algumas centenas de palavras. Tão fortes parecem ser os apelos do mundo, em suas mensagens audiovisuais, que o jovem absorve informações passivamente, de modo vago e incompleto. Na escola e fora da escola mostram-lhe gigantesca massa de informações, e capaz de discernir o que é legítimo, o jovem tende, em geral, à indiferença, ao alheamento.
A realidade brasileira lhe escapa, os acontecimentos do mundo não o instigam a um esforço mínimo de interpretação. Ele será um homem moderno na medida em que repete por mímica os conceitos em moda. Deixa de ser moderno, porém, no sentido do homem bem informado, com a capacidade de se exprimir bem e de formular ideias. Na sua carência de expressão e percepção, o jovem transforma-se em mero repetidor do que mal ouve e do que vê de relance.
Vários serão os motivos que concorrem para isto, mas é certo que a raiz dos males está na incapacidade da escola em ensinar o estudante a pensar. Vê-se que as apostilas ameaçam substituir o livro. Em lugar do compêndio surge a cultura condensada, digestiva e quase sempre deformada. O estudante habitua-se a ler apenas o que lhe parece ser essencial. Não recorre ao livro como fonte de pesquisa, de investigação. Não complementa no livro a exposição feita na sala de aula. Deixa, em consequência, de informar-se extensivamente. Limitado nos seus elementos de aferição crítica, seu universo há de ser pequeno, e por aí medir-se-á fatalmente sua participação na comunidade.
A tecnologia posta a serviço do ensino introduz por sua vez, o risco de limitar o livro e o professor, substituindo-os por processos audiovisuais. Desde a escola de ensino fundamental, sente-se que não há por parte dos mestres e diretores o empenho de gerar no aluno o hábito da leitura. São poucos os deveres que incluem leituras de livros, mesmo de livros especialmente resumidos com tais objetivos didáticos.
As provas baseiam-se nos testes de múltipla escolha. Não há mais lugar para a dissertação que ensina a escrever, que apura o vocabulário, disciplina e amplia os meios de expressão do estudante. Não admira, pois, que estas condições, somadas a formas de vida familiares e comunitárias pouco propícias à intimidade e reflexão, façam com que o jovem dos nossos dias não leia sequer jornais e revistas, tornando-se meio cego e meio surdo.
Adaptação, J.B. Editorial, 24/12/73.


segunda-feira, junho 09, 2014

Poesia - Meu abacateiro


MEU ABACATEIRO

Quando eu era pequenino
eu e minha mãezinha
no terreiro de nossa casa
plantamos uma mudinha
era um abacateiro
uma linda arvorezinha.

O abacateiro foi crescendo
meu irmão e eu também
na nossa humilde casa
que valia pouco vintém
banheiro era lá fora
água encanada era sem.

Na sombra do abacateiro
fazíamos caminho no chão
era boa a brincadeira
coisa melhor não tinha não
com carrinhos de pau
que fazia com meu irmão.

Mudamos pra cidade,
conheci novos amigos
e brincadeiras diferentes
no começo muito estranhas
que aprendi com tanta gente
me esqueci do abacateiro
que nos livrava do sol quente.

Agora já sou crescido
moro longe de meus pais
às vezes sinto saudade
das brincadeiras bem legais
na sombra do abacateiro
hoje, envolto dos capinzais.

Por Elisandro Félix de Lima, 2014.

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